Biópsia e Peça Cirúrgica

O que é um exame de biópsia ou peça cirúrgica (patologia cirúrgica)?

São exames feitos a partir da análise de fragmentos retirados de qualquer ser vivo. Estes fragmentos são incluídos em parafina para confecção de um preparado histológico padrão, corado pela hematoxilina-eosina. Para a visibilização utiliza-se um Microscópio Óptico, com aumentos que habitualmente variam entre 100 a 1000 vezes. O Laboratório APC recebe o material coletado pelo seu médico, por exemplo:

  • a) A Biópsia de estômago coletada durante uma endoscopia.
  • b) Biópsias proveniente de pequenas cirurgias. ambulatoriais, como a retirada de fragmentos do colo uterino pelo ginecologista.
  • c) Ou ainda peças de biópsias provenientes de grandes procedimentos feitos em centros cirúrgicos como a retirada de um útero com mioma.

Este material é então analisado tanto do ponto de vista macroscópico, ou seja, a olho nu, como do ponto de vista microscópico, para que então seja redigido o laudo anatomopatológico, que irá contribuir na definição do diagnóstico e consequentemente do tratamento.

Este laudo será o resultado do estudo das alterações verificadas pelo médico patologista, que é o profissional treinado e habilitado para auxiliar o médico atendente na tomada de decisões.

Condições que podem prejudicar o diagnóstico na biópsia

Para um exame apropriado, devem ser observados alguns cuidados durante a realização da retirada do material. Em algumas situações, o diagnóstico pode ser prejudicado, ou mesmo inviabilizado. As causas de prejuízo mais freqüentes são:

a) Falta de representatividade do material colhido

  • 1) Biópsias exíguas e diminutas, pouco representativas da lesão.
  • 2) Amostras de áreas necróticas que circundam ou recobrem tecidos neoplásicos, ou apenas bordos de lesões ulceradas.
  • 3) Material manuseado inadequadamente, submetido a esmagamento, pressão e, sobretudo, colocado à força em recipiente de gargalo estreito, comprimindo-o e deformando-o.

b) Defeitos de fixação

  • 1) Logo após a sua retirada, os fragmentos de tecidos devem ser colocados em fixador, salvo indicação em contrário.
  • 2) É importante que o material fique submerso e que o volume do fixador (universal é o formol a 10%) seja cerca de 5 a 10 vezes o volume do material. Não deve ser utilizada gasolina ou outro tipo de líquido. O meio de transporte ao laboratório é sempre formol 10%.

c) Troca ou desvio do material

  • 1) É importante a identificação do material imediatamente após a sua retirada, ainda no centro cirúrgico ou no ambulatório.
  • 2) Ao chegar ao laboratório, ele será reidentificado com registro próprio. É importante que o material enviado seja sempre acompanhado de informações precisas, com a identificação adequada do paciente, dados gerais, informes clínicos de importância, local da retirada do material (região, plano) e o tipo de biópsia efetuada.

Os cuidados mais específicos com alguns tipos de biópsias estão especificados dentro dos itens: “Onde Atuamos – Especialidades” que podem lá ser pesquisados.

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